Igualdade Racial

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Igualdade Racial

Foto: Alguns participantes da 3ª Conferência Bahá'í de Afrodescendentes, em Salvador.

Um dos princípios centrais da Fé Bahá'í é a unicidade do gênero humano. Desta maneira, acreditamos que toda forma de preconceito deve ser eliminada a fim de que se possa estabelecer uma sociedade justa e pacífica.

Ação Social

Empoderamento de Pré-Jovens

Círculos de Estudo

Educação Espiritual para Crianças

Reuniões de Oração e Meditação

Instituto Ruhi de Capacitação

Desenvolvimento Socieconômico

Bahá'u'lláh ensina que só existe uma raça humana: Somos membros de uma mesma família humana, "os frutos de uma só árvore e as folhas de um mesmo ramo". Portanto, devemos buscar o entendimento mútuo e a amizade entre todas as nações, culturas e povos. Por este motivo, a comunidade bahá'í brasileira tem um compromisso com a promoção da igualdade racial baseado na crença de que cada ser humano deve ter a oportunidade de desenvolver seu pleno potencial, despertando seus talentos e capacidades para servir e contribuir para o avanço da humanidade. 

Nosso trabalho em prol da igualdade racial e superação dos preconceitos raciais está focado no reconhecimento e promoção da cultura afro-brasileira e indígena e da participação de pessoas de diferentes etnias em todas as esferas da comunidade. Enquanto caminhamos na direção do processo de compreensão da unicidade da humanidade como um todo orgânico e indivisível, consideramos o conceito sociólogico de raça atualmente utilizado como uma ferramenta importante para o planejamento e execução de ações para auxiliar na construção de um país mais justo e igualitário para todas as pessoas. 

Saiba mais!

"O racismo, um dos males mais funestos e persistentes, constitui um obstáculo importante no caminho da paz", declarou a Casa Universal de Justiça.

Sua prática impede "o desenvolvimento das potencialidades ilimitadas das sua vítimas, corrompe os seus perpetradores e desvirtua o progresso humano".

Conheça mais sobre a perspectiva bahá'í acerca deste e de outros temas no documento A Promessa da Paz Mundial.

No que diz respeito às minorias, a comunidade bahá'í adota ações afirmativas que visam garantir a diversidade em seus corpos administrativos nacionais, regionais e locais, incluisive em posições de liderança. 

Por meio das atividades de ação social promovidas em todo o país, buscamos integrar pessoas de diferentes classes sociais, níveis educacionais e origens étnico-raciais nos processos de tomada de decisão da comunidade. Acreditamos que todas as pessoas - independentemente de se identificarem como brancos, negros, indigenas ou de qualquer outra identidade, sejam mulheres ou homens, crianças, jovens, adultos ou idosos - têm tanto o direito quanto a responsabilidade de colocar suas energias a serviço do bem-estar da coletividade.

Além disto, indivíduos bahá'ís são estimulados a participar de fóruns de discussão e redes que lidam com esta temática, colaborando com organizações sociais do movimento negro, indígena e de direitos humanos atuantes no Brasil e em outras partes do mundo. Destacamos o envolvimento bahá'í na iniciativa Diálogos contra o Racismo e no planejamento de seminários na Câmara Federal sobre Mídia e Racismo, e em iniciativas comunitárias como seminários, palestras e outras atividades realizadas em residências, nas sedes locais bahá'ís ou em outros espaços, além de atividades temáticas envolvendo crianças e pré-jovens.

Em 2000 e 2001, os bahá'ís brasileiros desempenharam papel importante no processo de mobilização nacional para a Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata, realizada em Durban/ África do Sul. Em 2008, a comunidade bahá'í foi uma das entidades responsáveis, juntamente com organizações do movimento negro e com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República - SEPPIR, pelo planejamento e realização da conferência das Américas em preparação para o processo de revisão da Declaração e Plano de Ação resultantes daquela conferência. Mais tarde, em 2009, um membro da comunidade bahá'í brasileira foi eleito Relator do Comitê Principal da Conferência Mundial das Nações Unidas para a Revisão de Durban.